Das antigas III… Camburi Ink

(Texto originalmente publicado, se não me falha a memória – e ela anda falhando muito – em 2007, numa na pré- temporada – existe ainda esse hífen? – do Travelcast para o Projeto Verão 2008. )

Camburi Ink
Estamos em Camburi sob muita chuva e frio. Apesar das várias opções de lazer chega uma hora que as opções se esgotam – estamos aqui há 25 dias. Fizemos trilhas, roteiro do artesanato, roteiro gastronômico, campeonatos de truco, dominó, mau-mau e detetive. Bebemos toda a cerveja da praia e comemos todos os pacotes de batatinhas fritas.
Depois de esgotar todas as opções e pensar muito resolvi fazer minha primeira tatuagem.
Já conhecia o estúdio da Família Moraes, na verdade conheci os guris em minhas andanças pela praia (andanças pelos bares) e depois de muito papo furado e muita discussão sobre o desenho marcamos a data para dar início a minha “customização”. Digo customização pois sou designer, e acredito que uma tatuagem é um acessório, um detalhe artístico para melhorar a estética  final.
Antes de dar início ao processo de auto-flagelo (dramático e sensacional hein?) procurei conhecer melhor o estúdio e suas instalações, a assepsia e o equipamento.


Tudo certo, vamos lá então! O primeiro traço é o mais assustador, dá um pouco de medo afinal, todo mundo fala que dói. Realmente dói, mas nada absurdo. É mais um “incomodo” do que dor, difícil de explicar…. Com o tempo a pele se acostuma com a agulha e o desenho começa a surgir.
Depois de certo tempo o que realmente começa a doer é o corpo. Percebi que as “matadas” nas aulas de ioga fizeram falta. Fiquei uma hora e vinte minutos na mesma posição e essa foi a parte mais dolorida da tatuagem. Saí da mesa mancando, dor nas costas e nas pernas. Infelizmente para isso não tem muito remédio, ou você esta preparado fisicamente ou vai ficar um pouco dolorido mesmo. Mas vale a pena, o resultado agrada, a sensação de “entrar para o clube” é demais.
Outra coisa que percebi também é que depois da primeira você quer a segunda…… ai sei lá o que acontece, talvez vire um gibi, não sei.

1 – Fabiano Moraes colocando as luvas, assepsia, higiene e não sei se foi impressão minha, um certo sadismo no sorriso;
2 – Apresentando as armas;
3 – Concentração, mão firme e agulha na pele;
4 –  “Badda Padmasana” – não é, mas quase;
5 – Não é dor, é incomodo;
6 – Você pode embrulhar pra presente?

Histórico Família Moraes.

São 5 Primos tatuadores que estudam também o desenho e a pintura. Didi, o percussor, tatua há cerca de 15 anos e atualmente vive em Londres onde trabalha no estúdios “Angelic Hell” de Londres e da Escócia. Empolgado com o primo, Diego começou seus estudos logo após e seguiu os passos do primo, buscou a carreira internacional na França, no “Tin-Tin”, um dos mais conceituados estúdios franceses. Juntos, Didi e Diego, já conquistaram vários prêmios em convenções européias e a publicação de diversos trabalhos na mídia especializada além de fundarem os estúdios próprios, o “Família Moraes Tattoo” em Porto Alegre – RS, cidade natal dos guris. Esta unidade fica sob o comando de Rodrigo Moraes. Luciano Moraes cuida do estúdio Camburi – SP e Fabiano (irmão do Rodrigo e o quinto primo) divide seu tempo  entre Porto Alegre, Camburi e estúdios de amigos no Rio e Guarujá.

Cuidados Básicos:

“É importante que o estúdio ofereça condições de assepsia total, produtos para limpeza de bancadas e do chão (estes produtos devem conter bactericidas,  fungicidas, serem ativos contra vírus HIV, hepatite e etc…). Esterilização hospitalar por autoclave, agulhas e material de bancada descartáveis e claro, profissionais capacitados e que sempre estudam novas técnicas , materiais e concepções. Que usem os melhores equipamentos, tintas e máquinas. Esses pequenos cuidados são necessários para que você saia do estúdio ainda mais bonito do que quando entrou, com uma tattoo que vista seu corpo, como se você já tivesse nascido com ela, com um desenho exclusivo para você” – Explica Fabiano.

Contatos:
http://www.familiamoraestattoo.com.br
Fabiano Moraes: falarcomfabiano@hotmail.com

UPDATING:

Ainda nãovirei um gibi, apesar dos desenhos e locais já estarem definidos; Fabiano virou uma baita amigo, está de volta a Porto Alegre.

Só mais uma curiosidade: Não sei onde li isso, mas “lá” dizia que a palavra TATTOO é a palavra escrita com a grafia errada mais vezes no mundo com variações do tipo: Tato, tatto, tatoo e por ai a fora… curioso né? Não, rssss

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