The True Story – Sepultura Weissbier

(Este texto não é uma denúncia, e sua única intenção é explicar meu envolvimento com a Sepultura Weissbier).

Para começar preciso dizer que não me lembro exatamente a ordem dos fatos afinal, toda esta história foi regada à muita cerveja.
O ano era 2007, estavámos eu e o literato Carlão, sentados nas areias claras de Camburizinho, apenas esperando a hora de irmos para o Pura Bar.
O papo, como sempre, girava em torno de bebidas e juro: Não falávamos mal de absolutamente ninguém. Quando deu nossa hora, cumprimos nosso ritual “fim de tarde” e fomos para o Pura. Apesar de ser um local rotineiro, desta vez tivemos uma agradável supresa em forma de Cerveja, a Lolita Pilsen. Marcelão (proprietário do bar) havia fechado uma parceria para o verão e acabara de trazer a Lolita para Camburi.
A noite caiu, a contagem de tulipas perdeu-se e, no meio do papo, surgiu a idéia de criarmos a nossa própria cerveja (não citarei o nome, pois ela provavelmente será lançada em outubro de 2010). No dia seguinte, na areia quente da praia discutimos os principais quesitos que uma cerveja precisaria ter, algo do tipo: ” O que eu quero beber agora? Qual o melhor tipo? Qual sabor?” e por ai foi…. assim começava minha saga no mundo cervejeiro.
Os meses seguintes foram de muito estudo, muitas visitas a cervejarias, inúmeras degustações, experimentações, testes e projetos. Como marketeiro comecei a preparar a apresentação da cerveja, etudar a melhor forma de engarrafar, como apresentar, como comercializar, orçar garrafas, rótulos, caixas e copos.
No final de 2008 estava quase desencanando da história de ter a minha própria cerveja. Os motivos eram muitos: Falta de grana, estava até as tampas com o trabalho no futebol, namorando sério, longe do litoral (ja havia voltado para Campinas) ou seja, tudo indicava que ia literalmente morrer na praia (ou no interior, sei lá).
Mais alguns meses depois, ja desencanado, peguei um ônibus com destino a Itapira. Era véspera de feriado, a “bumba” tava lotada e eu irritado com a viagem.
O destino costuma ser cruel e impresível. Ao meu lado senta-se um cara meio careca. Depois de uns minutos de papo furado descubro que estou ao lado de Michael Trommer, um grande mestre cervejeiro e sócio da Fábrica do Chopp. Meus olhos brilharam novamente (não pelo Michael e sim pela cerveja). O sonho renascera! Trocamos cartões descompromissados. Na semana seguinte marquei uma visita, conheci seu trabalho e me apaixonei por suas cervejas.
Após conhecer a Fábrica do Chopp (produtora do Chopp Imperatriz) voltei a estudar, fazer orçamentos, revisar e corrigir o projeto, novos rótulos, novas possibilidades, criamos (eu o Michael e o Leandro – um parceiro da publicidade) uma linha alternativa (uma cerveja de trigo com rapadura, focada no público feminino) e a coisa realmente andou muito nessa época, mas faltava alguma coisa para a cerveja entrar no mercado.
Início de 2009, ja trablhando com a Vergilio, Marketing, Cerveja  & Futebol, fui contratado pela Bushido Internacional para desenvolver a comunicação de uma exclusiva linha de vinhos que eles estavam importando. Foram vários rótulos de vinhos e espumantes.
Depois de algum tempo de trabalho, acabamos criando uma cumplicidade saudável entre Agência e Cliente. Isso me levou a abrir alguns de meus projetos pessoais, e foi aí que surgiu a “terrível” idéia de apresentarmos a proposta de uma Cerveja para comemorar os 25 anos do Sepultura. O Maurício (da Bushido) já estava desenvolvendo uma linha de vinhos para eles, incluir a cerveja seria consequência de um trabalho sério e profissional.
Depois das partes apresentadas, discutidos os termos, unimos conhecimento, força de produção e comercial. A história a partir daí esta contada no post abaixo.

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